Friendship

“Ten minutes with a genuine friend is better than years spent with anyone less.”

-Crystal Woods

Today I decided to take five minutes to think and to reflect about friendships and people.

I’ve met many different people. I shared unforgettable moments with friends who are nowadays “unknown”: we laughed, we cried, we dreamed, we sang … Now, when I look back, these episodes seem so far away in time … How did I know so well someone who is now a perfect stranger?

We start by talking to someone we do not know at all, we enjoy the conversation, we eventually get close, we share our lives, and suddenly (or gradually) realize that maybe it isn’t what we were looking for, that the person standing right in front of us doesn’t correspond to the image we had created in our heads.

And so we decide to stop trying to get close and to break the bond that we created. Both are changing, growing, evolving. And when we stop to think about it for a moment, we don’t know what’s going on anymore, we forget the tastes and preferences: it’s as if there’s never been a connection because each one went a different way, we’re not who we were anymore when we first met.

Notwithstanding all the friendships I have been making and undoing, a few have prevailed. It is true that sometimes there are twists and things happen, changing everything, but sometimes these things do not have the power to break the bonds.

Of all my friendships, childhood friends are my favorites. Of course, I really like recent friendships, but there’s a preface to older friendships: there’s a story behind it, a background that can’t be erased in any way because it has already gotten too deep. In these cases, it may be days, weeks, months: everything remains the same as if time had not passed.

I also like the people who make me feel free to say what’s on my mind, with whom I can make a fool of myself, that they make foolish things back. These friendships are incredible. Oh, and the people who get us, who have similar stories and common interests. I like them too.

One thing is certain: friendships are complicated creatures that grow and might give us trouble. But at the end, its flowers are the most beautiful things that life can bring us.

 

Here are some pictures (taken in Lisbon) with one of my best friends (since ever and forever), with whom I share the most unforgettable moments of my life. Probably the only one who knows literally everything about the story of my life.

 

Xoxo,

Laura

 

Hoje decidi refletir cinco minutos sobre amizades e pessoas.

Já conheci muitas pessoas diferentes. Partilhei momentos inesquecíveis com amigos que hoje em dia são desconhecidos: rimos, gritámos, sonhámos, cantámos… Agora olho para trás e esses episódios parecem tão distantes… Como é que eu conheci tão bem um perfeito estranho?

Falamos com alguém que não conhecemos, gostamos da conversa, eventualmente aproximamo-nos, partilhamos as nossas vidas, e de repente (ou gradualmente) apercebemo-nos que se calhar não era disto que estávamos à procura, que a pessoa à nossa frente não corresponde à imagem que nos tínhamos feito dela.

E assim decidi-mos afastar-nos e perder a ligação criada, porque cada um vai mudando, crescendo, evoluindo. E quando damos por nós já não sabemos o que se passa, esquecemos os gostos e preferências, é como se nunca tivesse existido ligação nenhuma porque cada um foi por um caminho diferente, já não é quem era.

Não obstante todas as amizades que fui fazendo e desfazendo, umas quantas prevaleceram. É certo que por vezes há voltas e reviravoltas e acontecem coisas que mudam tudo, mas por vezes essas coisas não conseguem quebrar os laços.

De todas as amizades, as de infância são as minha preferidas. Claro que eu gosto muito de amizades recentes, mas há como que um prefácio nas amizades mais antigas: há uma história por de trás, um fundo que não pode de maneira alguma ser apagado porque já nos marcou demasiado. Nestes casos, podem passar-se dias, semanas, meses, que tudo continua na mesma, como se o tempo não tivesse passado.

Também gosto das pessoas que me fazes sentir à vontade para dizer o que me está a passar pela cabeça, com quem me posso fazer de parva e que faz parvoíces de volta. Essas amizades são incríveis. Ah, e as pessoas que nos percebem, que têm histórias parecidas e interesses comuns também nos fazem sentir bem.

Uma coisa é certa: amizades são bichos de sete cabeças, que vão crescendo de maneira complicada, e que nos trazem montes de problemas. Porém, no final de contas, as flores que as Amizades (com maiúscula) dão são as melhores coisas que a vida tem para oferecer.

Deixo em baixo fotografias tiradas por Lisboa com uma das minha melhor amiga desde sempre (e para sempre), com quem partilho mais momentos inesquecíveis do que com outra pessoa qualquer neste mundo (e em outros também, na verdade).

 

Xoxo,

Laura

 

Photos by Nuno Patrício

(+ A big thank you to Bárbara Azevedo for standing me over the last 15 years, I love you)

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